terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Operação dupla


Testemunha reafirma participação de secretários de Alckmin no propinoduto dos trens e STF resolve dividir a investigação

Pedro Marcondes de Moura
As investigações do escândalo de corrupção na área de transporte sobre trilhos ganharam na semana passada novos desdobramentos. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou que desmembrará o inquérito que apura o pagamento de propina a funcionários públicos e políticos. Segundo a denúncia, o dinheiro era pago por empresas interessadas em firmar contratos com o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na prática, a decisão, que só aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República, divide a investigação.Procuradores e promotores paulistas vão investigar criminalmente apenas integrantes sem foro privilegiado do esquema perpetuado em sucessivas gestões do PSDB à frente do Estado. A outra parte da investigação permanecerá em Brasília. Nela aparecem os nomes do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS) e dos secretários do governo Geraldo Alckmin, Edson Aparecido (PSDB); da Casa Civil, Rodrigo Garcia (DEM); do Desenvolvimento Econômico, e José Anibal (PSDB), da Energia. Os quatro foram acusados pelo ex-dirigente da Siemens, Everton Rheinheimer, de receber suborno. Em depoimento à Polícia Federal, o executivo relata ter acertado pessoalmente o pagamento de propina com Rodrigo Garcia. Na época, o secretário de Alckmin comandava a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa de São Paulo. Everton também afirma ter negociado suborno com um intermediário do secretário de Energia, o tucano José Anibal. Todos negam qualquer envolvimento com o escândalo de corrupção.
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PROXIMIDADE
Governador Geraldo Alckmin (PSDB) e seu secretário
Rodrigo Garcia (DEM), acusado de receber propina
Com o desmembramento, as investigações sobre essas e outras acusações do propinoduto devem avançar. A decisão do STF foi elogiada por promotores e procuradores paulistas. Com ela, a força-tarefa que apurou o caso desde o início e chegou aos indiciados será retomada. “Se o inquérito inteiro ficasse em Brasília, o ritmo das investigações seria outro. Corria-se o risco até da prescrição de crimes, como o de cartel”, explica um dos responsáveis pela apuração. “Enfim, podemos voltar a realizar oitivas, diligências. Há muito ainda a se investigar e novos envolvidos devem aparecer.” A decisão de repartir o caso, no entanto, levanta polêmica. No mensalão, o próprio Supremo decidiu justamente o contrário. Negou aos acusados sem foro privilegiado, como os petistas José Dirceu e Delúbio Soares, o direito de serem julgados por instâncias de primeiro e segundo grau.
Cúpula 
Três secretários do governo paulista foram acusados
por executivo de receberem suborno da máfia do Metrô

Um comentário:

Brasil esperança disse...

o supremo nao deve ter dois pesos duas medidas ora se ele foi capaz de criar um mentirao para condenar os petistas porque nao condenar pelo mesmo dominio do fato Alckmin Serra Kassab, se seus secretários estao envolvidos e envolve uma vultosa soma de dinheiro ninguem vai acreditar que SERRA ALCKMIN KASSAB NAO COMERAM TAMBEM OU NAO SABIAM DE NADA. ninguem esconde tamanhos rombos sem que outros nao saibam ou nao tenham participaçao. AGORA O QUE ESTÁ HAVENDO NO BRASIL É QUE PETISTAS SAO CONDENADOS SEM PROVAS E PSDB/DEM NUNCA SAO INVESTIGADOS. E AINDA TEMOS UMA EXTREMA DIREITA AMERICANIZADA QUE DAR SUPORTE A ESSAS ROUBALEIRAS POIS SE SE COLOCAM CONTRA O PT E FECHAM OS OLHOS PARA ESSES CANALHAS SAO CONIVENTES E TUDO PARA TRANSFORMAR O BRASIL NUMA SENZALA ONDE OS AMERICANOS NOS ESCRAVIZAM.