sexta-feira, 14 de março de 2014

Se é pra continuar com esse PMDB fisiológico melhor o PT romper e lançar uma chapa pura



Lula foi eleito presidente da República sem o apoio do PMDB que só veio a ser aceito pelo governo na base aliada depois do escândalo fabricado do mentirão que por muito pouco não o apeou do poder, graças a um erro de cálculo de FHC que defendeu a tese do "sangramento" que consistia em deixar o presidente no cargo e levá-lo a eleição de sua reeleição como um pato manco, tão desgastado que sequer teria coragem de disputar um novo mandato.

Foram muitas as tentativas do PMDB de entrar no governo. Até um acordo formal foi fechado por José Dirceu, desfeito por Lula que quando soube ficou furioso por aperceber-se de que o PMDB na base aliada representaria uma aliança com o fisiologismo, com as práticas políticas retrógradas e clientelistas do toma lá dá cá, do é dando que se recebe no mais baixo sentido que políticos profissionais dão a frase imortal de São Francisco de Assis retirada do evangelho de Cristo Jesus, inclusive obrigando seu chefe da casa civil a voltar atrás em sua pretensão de trazer o PMDB para base aliada

Atropelado pelas circunstâncias de então teve que ceder, do contrário seu governo cairia num impeachment ou sangrava até a morte como desejava a oposição. O resto é história que dispensa que contemos aqui.

O que interessa dizer é que depois dos mandatos de Lula e Dilma com todas ressalvas que possamos fazer, o Brasil avançou muito como jamais conseguira desde a Nova República de Sarney aos dias atuais.

Há com exagero quem diga que foram os melhores governos que o país já teve. Tal afirmativa tem o sentido propositado ou mesmo involuntário de querer passar por cima da era Vargas, Vargas que talvez seja um dos maiores, senão o maior construtor da nação.

Pelo acima exposto que sentido há do governo insistir em uma aliança com cujo partido que não está ideologicamente afinado com o programa que por três vezes seguidas foi vitorioso nas urnas mas o apoia tão somente pelos cargos que ocupa, verbas que recebe criando dificuldades ao primeiro sinal de dificuldades se valendo da força que as presidências das duas casas legislativas do congresso nacional lhes proporciona fazendo chantagens escancaradas e impondo derrotas naquilo que é essencial para esse mesmo governo, especialmente quando  as "ruas" exigem mudanças nas práticas políticas e o governo atual por ser sucedâneo do anterior que reconhecidamente goza de amplo apoio popular podendo lançar-se a reeleição com chances reais de uma estrepitosa vitória nas urnas sem essas alianças espúrias, inaugurando um novo modo de se fazer política para por fim a esse presidencialismo de coalizão já ultrapassado e que não atende mais aos interesses do país?

Ora, é muito disparate. Se sem ter jamais conseguido vencer uma eleição presidencial Lula chegou lá dispensando o PMDB que estava aliado ao DEM e ao PSDB por que não poderia vencer mais uma vez com Dilma agora que há uma experiência altamente positiva presente e o povo diz querer manter o governo atual no poder, segundo todas pesquisas de opinião pública?

O PMDB representa o atraso, o velho coronelismo, o tráfico de influência, a exploração de prestígio, a corrupção e tudo contra o qual o povo protesta nas ruas e o PT precisa com a máxima urgência repactuar essa aliança em cima de um programa de governo, da hegemonia moral como seu comandante maior sob pena de botar a perder uma reeleição que é tida como favas contadas.

A notícia que circula segundo a qual a presidenta reafirma sua aliança com a parte mais podre do PMDB, a do Rio de Janeiro, o Estado mais corrupto da nação, é a negação mais repulsa do que se busca em termo de uma nova política.


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