segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os candidatos ao Governo SP na Band



 Na noite deste sábado 23, o debate na Band entre candidatos ao Governo do Estado de São abriu com Gilberto Natalini (PV) questionando Alexandre Padilha (PT) sobre corrupção, o qual defendeu seu currículo, enalteceu iniciativas do Governo Federal neste combate e atacou o Governo do Estado por causa do escândalo do trensalão. Este só teria vindo à tona por causa de uma investigação internacional e da atuação da Polícia Federal e CADE. Esta era a tônica do debate: lançar propostas e atacar Geraldo Alckmin (PSDB), ausente.
O governador, internado por causa de uma infecção bacteriana no intestino, fez falta. O debate, na maior parte do tempo, convergiu para monólogos de apresentação de propostas e ataque ao tucano, sem o contraponto. Trataram do cartel do metrô, responsável por 70% das doações à campanha à reeleição do PSDB, em pergunta levantada por Gilberto Maringoni (PSOL), criticaram política de segurança e burocracia policial, crise da água, baixo índices de educação e remuneração do professor, lentidão das obras do metrô entre outros.
Laércio Benko (PHS) apontou demora do governador do estado para tomada de decisões, como regular leis sancionadas em segurança pública. Paulo Skaf (PMDB) anotou a falta de obras, de investimentos, citando os recentes problemas da seca, já previstos há dez anos, quando da renovação da concessão à SABESP, e prometeu resolver em quatro. Ainda no tema da água, Benko criticou a divisão de R$ 4 bi de lucros da SABESP com investidores na bolsa de Nova Iorque ao invés de se investir na melhoria do sistema.
Alguma divergência surgiu entre os candidatos. Benko provocou Skaf a assumir seu compromisso com Dilma no plano federal, o qual se esquivou argumentando votar em Temer, escondendo a relação com o PT. Padilha e Skaf também discordaram quanto a redução da maioridade penal; o petista, à esquerda, defendeu cuidar do jovem e que as medidas responsabilizadoras já existem, lembrando que menos de 2% dos crimes cometidos por menores são de maior gravidade; Skaf, mais à direita, argumentou que se podem votar e dirigir podem ser presos.
Maringoni (PSOL) destacou-se por suas críticas à violência policial e defesa de movimentos sociais, Natalini (PV) pela defesa de políticas de mobilidade urbana; Benko (PHS) pelo discurso da nova política fora da polarização PT X PSDB; e Ciglioni (PRTB) com a promessa de recriação de banco estatal, permitindo refinanciamento da dívida do estado e novos investimentos.
O candidato Padilha (PT), conseguiu discorrer sobre diversos temas com propostas concretas, espelhando-se nos sucessos do governo federal petista; muitos barrados no estado, como SAMU, defendeu Mais Médicos, falou em integração das polícias, reforma política e prometeu dobrar o salário dos professores. Skaf, por sua vez, tentou conquistar o eleitorado conservador paulista, roubando espaço de Alckmin, apregoando o combate rigoroso à criminalidade, “com pulso firme”.
Esse encontro entre candidatos escancara as deficiências dos 20 anos de governo tucano no estado, furando a blindagem oferecida pela mídia, conforme comprovado pela iniciativa Manchetômetro, de grupo de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Todos querem ver como se sairá Alckimin confrotado por todos os lados. Talvez a melhor estratégia seja ficar de molho.
http://jornalggn.com.br/blog/rogerio-faria/os-candidatos-ao-governo-sp-na-band

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