quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Após protesto, Farc prometem libertar reféns




Após protesto, Farc prometem libertar refénsFoto: JOHN VIZCAINO/REUTERS

REBELDES TOMAM DECISÃO DEPOIS DE PASSEATAS COM MILHARES DE COLOMBIANOS EXIGINDO FIM DA VIOLÊNCIA E LIBERDADE DAS PESSOAS CAPTURADAS

Por Agência Estado
07 de Dezembro de 2011 às 13:27Agência Estado
O maior grupo guerrilheiro colombiano, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), prometeu libertar um número não especificado de reféns depois de milhares de colombianos realizaram passeatas em todo o país exigindo a liberdade de todas as pessoas capturadas pelos rebeldes.
O presidente Juan Manuel Santos disse na terça-feira que não vai trocar reféns por guerrilheiros presos, mas deu a entender que está aberto a um futuro diálogo se o grupo marxista demonstrar "vontade política verdadeira".
"O que queremos ver é uma vontade política verdadeira para chegarmos a um acordo de paz e uma das formas de expressar essa vontade é libertando os reféns unilateralmente, sem condições e sem exibições", disse Santos em entrevista à rádio RCN.
"Libertem os reféns e então poderemos nos sentar e ver se há possibilidades de um diálogo", disse ele.
Manifestantes fizeram passeatas em Bogotá, Cali, Medellín e várias outras cidades do país andino, gritando "Liberdade, liberdade, liberdade".
"Chega das Farc", gritavam outros, pedindo o fim dos 47 anos de guerra de guerrilha contra o Estado.
JOSE MIGUEL GOMEZ/REUTERS
JOSE MIGUEL GOMEZ/REUTERS
As marchas foram realizadas 10 dias após o assassinato de quatro reféns - três policiais e um soldado - que eram mantidos pela guerrilha havia mais de 12 anos.
Dentre eles estava o mais antigo refém das Farc, José Líbio Martinez, que fora sequestrado em 21 de dezembro de 1997. Um quinto refém conseguiu escapar.
Os quatro foram mortos a tiros pelos guardas responsáveis por eles quando um acampamento da guerrilha na floresta foi atacado, informaram autoridades. As Farc dizem que as mortes foram resultado de uma tentativa "disparatada" de resgate. As informações são da Dow Jones.
Joaquin Sarmiento/REUTERS
Joaquin Sarmiento/REUTERS

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